quarta-feira, janeiro 23

Será

... este blog o meu grito de ajuda? Não, não quero carregar dessa culpa os daqui ausentes. Decreto-o, por conseguinte, a minha terapia.

Nem me apetece

... brigar por aquilo que é meu de direito. Afundo-me na sempre contraproducente pena de mim própria. E a besta espreita-me, como sempre. Para lhe fugir, afogo as mágoas em whisky, e tenho como único e previsível resultado uma enormíssima ressaca. Que não traz nada de novo à minha vida, mas que me fornece o serão de paz e inconsciência que eu estava a precisar.

Se tivesse

... 14 anos e vivesse numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos, poderia pegar numa caçadeira e matar, não colegas de liceu, mas 3 ou 4 pessoas que tropeçam em mim porque não me vêem, tão ocupadas estão com as suas vidinhas de merda.

Hoje


Estou

... numa arena, mas sem o instinto de matador que me salvaria a vida.

A realidade

... às vezes apresenta-se tão improvável como o absurdo enredo de uma novela de televisão. Não tenho outro remédio senão transformar-me na sua protagonista.

Não penses

... em coisas feias, digo eu para mim própria, não se deve chamar a má sina com o pensamento. Não pensar, o mais importante é não pensar. Mas tenho a cabeça cheia de ideias de morte, de palavras de morte. E quero pensar na vida. Procurando, procurando sempre, mas fora de mim própria.

O sol brilha

... lá fora, mas eu só quero que a noite me abrace. Quero desligar a vida hoje.

O mundo

... não gosta de mim. Vivo nele porque tem de ser. Sou uma cria órfã e abandonada por todos. Estou cheia de pena de mim. Cheia. A besta espreita-me a cada esquina, mas eu só choro, por enquanto. Por quanto tempo?

Elenco

A besta e eu. O coisa que não se pode mencionar que me espreita há anos. Que me cheira os calcanhares, que me persegue de noite. Com quem eu luto sem tréguas.
Aqui, vou relatar as conversas que mantemos.